A genética da tipagem sanguínea

A tipagem sanguínea é classificada em diferentes grupos, dependendo da presença ou ausência de um antígeno. O antígeno é uma substância que está presente na superfície de alguma célula, no caso do sangue, identifica os glóbulos vermelhos (hemácias) de uma pessoa.

A presença de um determinado antígeno determina o tipo sanguíneo do indivíduo. É uma característica do indivíduo que é geneticamente determinada.

A função do antígeno de grupos sanguíneos serve para detectar células estranhas na corrente sanguínea. Existem os antígenos do sistema ABO e o Rh, são os mais conhecidos, mas existem mais de 29 grupos sanguíneos reconhecidos.

A presença de polimorfismos (variações da normalidade) nos genes de determinação sanguínea faz com que o indivíduo apresenta um determinado tipo sanguíneo. O gene ABO está relacionado aos tipos sanguíneos A, B e O (apesar de ser lido como “ó”, o correto seria “zero”). A presença destes polimorfismos não são causadores de doenças. Quanto ao Rh positivo e negativo é bem semelhante, com relação do gene RHD.

A importância da tipagem sanguíneo está intimamente ligada a transfusões sanguíneas. Se, por exemplo, uma pessoa com tipo sanguíneo B recebe uma transfusão de sangue do tipo A; as células de defesa dessa pessoa reconhecem este sangue como corpo estranho e ocorre uma resposta imune, com a produção de anticorpos anti-A.

É um exame muito simples, rápido e barato, todos os indivíduos deveriam saber sobre sua tipagem sanguínea, durante o pré-natal é um exame imprescindível. Inclusive nos documentos oficiais já é possível deixar esta informação anotada.

Caio Graco Bruzaca

Author Caio Graco Bruzaca

Médico geneticista pela Unicamp e Sociedade Brasileira de Genética Médica e Genômica (SBGM). Atuo em genética de casais (perda gestacional recorrente, infertilidade, casais de primos), medicina fetal, oncogenética e doenças raras.

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